sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fogo morto

O crepitar do fogo soa como
passos em folhas secas.
Incêndios são sempre perdas –
de planta, terra, água, ar e paz.
Perdas também queimam.
Em labaredas.

5 comentários:

  1. Na verdade, era pra ter um espaço aí, que a minha ignorância digital não me permitiu inserir. Se alguém puder me ajudar, depois eu reedito...

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  2. Mais espaço que o subentendido no texto?
    O velho Oscar disse que a melhor maneira de acabar com a tentação é entregar-se a ela.
    Incêndios são sempre perdas e as perdas também queimam. Tempo. Espaço.
    Você leu minha vida neste poema!!!
    grazie mille!!

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  3. Ter espaço onde Ágata? Quer que coloquemos o seu nome abaixo do seu texto?

    Gostei do texto. Gosto do barulho de folhas secas. Me lembrei do samba canção "quando piso em folhas secas... caídas de uma mangueira... lembro da minha escola... e dos poetas da minha estação primeira..." hehehehe.

    É curioso que você trabalha com os quatro elementos (terra, ar, água e fogo - e nisso me lembra o Gaston Bachelard). A ideia da dor da perda, em labaredas. Bacana.

    Abraços a todos,

    teixeira
    www.marcosteixeira.hd1.com.br

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  4. "Isso é poesia !"

    E não é preciso dizer mais nada...

    Selene

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  5. Confesso que não me lembrei do Bachelard... Acho que o processo foi muito mais de "se entregar à tentação" de escrever, mesmo... Os dez por cento de inspiração se sobrepuseram aos noventa por cento de transpiração... Mesmo que o fogo faça suar...

    Selene, obrigada! Seja bem vinda ao nosso blog! : )!!

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