Há muito, muito, mas muito tempo atrás mesmo, na bucólica mas intempestiva província de Caratinga, numa galáxia muito distante, eis que tomava corpo o períodico cultural LITERATURA ALTERNATIVA. Organizado pela guilda semi-secreta que respondia pelo nome público de Grupo Literário Poesia e Arte, relatos imprecisos parecem apontar que o pergaminho tipográfico chegou a ser publicado por cerca de três anos, provavelmente entre 1998 e 2000 da Era do Mastodonte Lírico, quando da dissolução da corporação por motivos ainda pouco esclarecidos.
Este espaço é dedicado especialmente, e não exclusivamente, para todos aqueles espíritos que de algum modo ouviram falar, leram, escreveram, publicaram, gostaram, odiaram, ou quiçás, para as arqueológicas almas perdidas pelo mundo que participaram direta ou indiretamente do LA!
nada de olhos no breu que ouço, nada de corpo no buraco risco, nada de homens ou amores transitórios perto do lago enquanto ele chupa seu pau... nada de amor depois do sexo, nada disso, daquilo, só cigarros... a vida é uma gargalha caindo no chão e você um padre que não beija mais... um buda no telhado da alma. Rodrigo.
OS NOMES
a palavra de amor me palavra come nome resto a palavra de amor nos palavra e um buda de palavreado pobre plavra flores no meu haicai... a lógica sem lógica me molha e o cuspe na boca do buda espalha poetas nas artérias do tempo...
meus porquês são azuis, Antônia... e a folha branca continua esquecendo em mim esses nomes claros... josé antônio manuel
e o gelo-poema continua ferindo a página e estamos de novo na capital do sonho...
vejo você na dançarina louca da avenida Afonso Pena... as cores dela são traços nus. traços sem símbolos de linguagem.